06out/15

Determinação citológica de Malassezia pachydermatis auricular em cães sadios e otopatas

RESUMO

A otite externa é considerada uma doença comum em cães com etiologia multifatorial, onde a levedura Malassezia. pachydermatis é um dos principais microrganismos associados a esta enfermidade. Para o diagnóstico, o exame citológico é uma ferramenta importante clinicamente, mas a falta de parâmetros quanto à presença de leveduras gera dúvidas quanto ao tratamento. Nesta premissa, os objetivos deste trabalho foram avaliar a importância e a prevalência da determinação de Malassezia pachydermatis em cães sadios e otopatas através do exame citológico pela técnica de coloração panótico simples, auxiliando no diagnóstico através da citologia e do esfregaço otológico do agente, analisando o número observado por campo de microscopia óptica tendo como meta padronizar uma média dessa levedura estabelecendo número máximo de agentes sem induzir otopatias. Através dos dados epidemiológicos e do exame citológico pode-se obter um parâmetro de contagem e metodologia de análise e, conseguir um controle racional da levedura através da graduação clínica proposta. Dentre 36 animais deste estudo, os mesmos foram classificados clinicamente e distribuídos entre 18 cães sadios e 18 otopatas. Foi realizada a colheita de material auricular por meio de swab estéril e encaminhado para análise citopatológica. Os cães otopatas apresentaram média de contagem de leveduras elevada (4,09) comparando-se com os cães clinicamente sadios (0,14), sendo que apresentaram média de escore elevada. Na interação dos sinais clínicos, observaram-se correlação com eritema e edema (r2=0,77; p<0,01), odor e secreção (r2=0,77; p<0,01), prurido e odor (r2=0,72; p<0,01) e eritema e prurido (r2=0,67; p<0,01). Identificou-se que cães sadios possuem menor relação leveduras por campo, mesmo apresentando baixa contagem e reduzido escore clínico, ressaltando a importância do diagnóstico diferencial. Com isso deve-se ressaltar a necessidade e aplicabilidade do exame citológico para o diagnóstico e tratamento de otopatias, considerando que a M. pachydermatis faz parte da microbiota auricular tegumentar, mas não necessariamente é a causa de base de muitas otopatias. Palavras-chave: Otite, Malassezia pachydermatis, citologia, cães

ABSTRACT

Otitis externa is considered a common disease in dogs with multifactorial etiology, where the yeast Malassezia pachydermatis is the main microorganisms associated with the disease. For diagnosis, cytological examination is a clinically important tool, but the lack of parameters for the presence of yeast raises doubts for the treatment. On this premise the main objectives were to evaluate the importance and prevalence Malassezia pachydematis determination in healthy and diseased dogs by examining cytological staining technique samples, helping to diagnose by smear cytology and otological agent analyzing the observed number of agents by optical microscopy aiming to standardize this yeast establishing the maximum number of agents without inducing ear diseases. Through epidemiological and cytological examination can obtain a count parameter and methodology of analysis and achieve a rational control of the yeast through the proposed clinical graduate. Among 36 animals in this study, they were clinically classified and divided between as 18 healthy dogs and 18 ear diseased dogs. Cytological ear sampling was performed using a sterile swab and sent for cytological analysis. Ear diseased dogs had a high average yeast count (4.09) compared with the healthy dogs (0.14) and achieve high medium values. In the interaction of clinical signs was observed correlation with erytema and edema (r2 = 0.77, p <0.01) odor and discharge (r2 = 0.77, p <0.01), pruritus and odor (r2 = 0.72, p <0.01) and erythema and pruritus (r2 = 0.67, p <0.01). It was found that healthy dogs have smaller related yeasts per field, even with low counts and reduced clinical score emphasizing the importance of the differential diagnosis. This should highlight the need and applicability of cytology for the diagnosis and treatment of ear diseases, where M. pachydermatis is a part of cutaneous flora, but not necessarily is the underlying cause of many ear diseases. Keywords: Otitis, Malassezia pachydermatis, cytology, dogs

05out/15

Pseudomicetoma dermatofítico

RESUMO

O pseudomicetoma dermatofítico tem sido relatado nos gatos, cães, eqüinos, assim como no homem. É caracterizado por nódulos cutâneos ou subcutâneos resultante de uma foliculite e furunculose granulomatosa causada por um dermatófito. Na ampla maioria dos casos, o agente isolado é Microsporum canis.
Os dermatófitos invadem as camadas mais profundas da derme ou hipoderme, onde ocorre a formação de abcessos que pode se tornar uma inflamação granulomatosa. Essa invasão se dá através de folículos infectados, por ruptura da parede folicular. Pode-se observar perifoliculite e, ocasionalmente foliculite, furunculose, dermatite perivascular com hiperqueratose ortoqueratosa e paraqueratosa da epiderme e folículos pilosos. São mais comuns em gatos de pêlo longo especialmente da raça persa. Neste trabalho será relatado o caso de Pseudomicetoma dermatofítico felino, em uma gata persa, 13 anos de idade, atendida no Hospital Veterinário Clinivet. As lesões caracterizavam-se por nódulos, lesões multi-fisturisadas, tumores irregulares em região medial de membro pélvico e torácico, característica dermo-subcutânea, associado a exsudato sanguino- purulento e grumos. Presença de grãos de aspecto branco amarelado. Histologicamente, as lesões eram características de Dermatite piogranulomatosa severa por múltiplos agregados irregulares de hifas pleomórficas (pseudomicetoma dermatofítico).
Palavras-chave: Pseudomicetoma dermatofítico, micetoma dermatofítico, foliculite fúngica

ABSTRACT

Dermatophytic pseudomycetoma has been reported in cats, dogs, horses, and humans. It is characterized by cutaneous or subcutaneous nodules resulting from a folliculitis and furunculosis granulomatous caused by a dermatophyte. In the vast majority of cases, the agent isolated is Microsporum canis. Dermatophytes invade the deeper layers of the dermis or hypodermis, where there is the formation of abscesses that can become a granulomatous inflammation. This invasion occurs through infected follicles by follicular wall rupture. It can be observed perifoliculitis and occasionally folliculitis, furunculosis, perivascular dermatitis with hyperkeratosis and ortoqueratosa paraqueratosa the epidermis and hair follicles. They are more common in long-haired cats especially the Persian breed. This paper will report the case of feline dermatophytic pseudomycetoma in a Persian cat, 13 years old, at the Veterinary Hospital Clinivet. The lesions were characterized by nodules, multiples cracks, irregular tumors in the medial region of the pelvic limb and thoracic, dermal-subcutaneous characteristic associated with purulent and sanguinary exudate and lumps. Presence grain appearance yellowish white. Histologically, the lesions were characteristic of severe dermatitis pyogranulomatous for multiple irregular aggregates of pleomorphic hyphae (dermatophytic pseudomycetoma).
Keywords: dermatophytic pseudomycetoma, dermatophytic mycetoma, fungal folliculitis

05out/15

Reação a fármaco semelhante ao pênfigo foliáceo em um cão

RESUMO

As reações cutâneas a fármacos, também denominadas de erupção por fármacos, alergia a fármacos, dermatite medicamentosa, hipersensibilidade medicamentosa ou farmacodermia são incomuns em cães e gatos. Clinicamente, se caracterizam por lesões cutâneas ou mucocutâneas pleomórficas, com ou sem sinais sistêmicos, resultantes da exposição a compostos químicos. O diagnóstico de reação cutânea a fármaco é geralmente difícil devido à ampla variedade de lesões cutâneas e semelhança com outras doenças. Este relato descreve um caso de reação a fármaco semelhante a pênfigo foliáceo em um cão, macho, Samoieda de quatro meses de idade, decorrente do uso de cefalexina. As lesões de pele incluíam: eritema, pústulas, descamação, crostas e hiperpigmentação na região periocular, focinho, face interna das orelhas, coxins, abdômen ventral e região perianal. O objetivo deste relato é alertar os clínicos de pequenos animais para a ocorrência desse tipo de reação cutânea e para a importância do total conhecimento de tratamentos previamente realizados.
Palavras-chave: farmacodermia, pênfigo foliáceo, cão, dematopatologia.

ABSTRACT

Adverse skin reactions to drugs, also known as cutaneous drug eruptions, drug allergies, medication–associated dermatitis, drug ypersensitivity or pharmacodermia are uncommon in dogs and cats. Clinically, are characterized by skin or mucocutaneous pleomorphic lesions resulting from drug therapy, with or without systemic signs. The diagnosis of adverse skin reactions to drugs is usually challenging due to the wide variety of cutaneous lesions involved and due to the similarity with lesions associated with other conditions. This report describes a case of adverse skin reaction to a drug (cephalexin) resembling pemphigus foliaceus in a 4-month old Samoyed dog. Skin lesions included erythema, pustules, scaling, crusts and hyperpigmentation in the periocular region, nose, internal aspect of the ears, palmar and plantar pads, ventral abdomen and perianal region. The purpose of the report is to draw the attention of small animal practitioners to the occurrence of this special type of skin condition and stress the importance for the practitioner to be fully aware of any kind of previous treatments his patient may have been submitted to.
Keywords: adverse skin reactions to drugs, pemphigus foliaceus, dog, dermatopathology.